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(27/05/2017)
Socialistas comemoram fortalecimento do partido, após encontro regional no sul do Estado


Na contramão do senso comum de que a sociedade está desprovida de esperança na política, o dia de hoje (27), no município de Cachoeiro de Itapemirim, situou a esperança em um outro patamar por meio do diálogo, debate e reflexões políticas e econômicas promovidos no 2º Encontro Regional do Partido Socialista Brasileiro do Espírito Santo. O evento iniciou às 9h, no Evidence Eventos e lotou o local com representantes de 29 municípios. Estiveram presentes o presidente da Fundação João Mangabeira (FJM), Renato Casagrande, o presidente do PSBES, deputado federal Paulo Foletto, o prefeito da cidade, Victor Coelho, o vice-presidente do PSBES, Luiz Ciciliotti, o secretário geral do PSBES, Carlos Rafael, o presidente municipal do PSB, Alexandre Bastos, o coordenador estadual da FJM, Odmar Péricles, vereadores, simpatizantes do partido, filiados e representantes dos movimentos sociais da negritude, mulheres, LGBT, popular e juventude.


A equipe de comunicação do partido iniciou fazendo explanação breve sobre a plataforma de democratização da gestão partidária. “É importante que os filiados entendam o que significa essa plataforma para a gestão partidária a nível nacional. É um marco revolucionário na forma de se fazer política no Brasil. A plataforma permite diálogo, consultas, mobilização e acesso aos filiados e o PSB saiu na frente quando implantou esse software de comunicação”, conclui Lívia Bernabé, da equipe de comunicação.


O vice-presidente do PSBES, Luiz Ciciliotti, reforça: “o momento é de reorganização do partido, por isso é importante esse trabalho que estamos fazendo em todo o Estado e seguir rumo a novas filiações. Não queremos ser um partido que só funciona em época de eleições. Queremos fazer política o ano inteiro. O objetivo é lutar por uma sociedade mais igual e justa, por isso não podemos parar”.


Odmar Péricles, coordenador estadual da FJM, colocou em pauta possibilidades no cenário eleitoral de 2018. “O PSB ainda está se organizando e definindo posições diante desse ‘foguetório’ político no país, mas defendo que precisamos ter um candidato à presidência da república. Temos quadros nacionais que ainda não foram apresentados e essa conversa precisa amadurecer”.


O prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Victor Coelho, em sua fala, relembra de um elogio que recebeu sobre sua gestão na prefeitura e enfatiza: “me disseram que eu era honesto. Vocês não imaginam o quanto é bom ouvir isso, em meio a esse caos, quando a ética e a moral das pessoas passam por instabilidade. Para mim, essa é a melhor característica que um político pode ter e é por pessoas assim que devemos procurar para filiar em nosso partido”.


O presidente do PSBES, deputado federal Paulo Foletto, pontua sobre a conjuntura nacional: “A confusão está grande ainda. Estamos no meio de muitas possibilidades. Temos pelo menos uns 10 candidatos à presidência na eleição indireta. Há uma previsão geral que o Temer não vai se sustentar. Se ele ‘sobreviver’, será um governo que vai se arrastar e trazer pouco benefício para a nação. O PSB decidiu não apoiar esse governo. O que for bom para a nação a gente vota, mas sem obrigação de participar de votações que venham do governo. A instabilidade do governo Temer é flagrante e ele começa a perder força no Congresso”.


 


Na ocasião, o deputado estadual Theodorico Ferraço compareceu ao evento logo após seu início e movimentou os ânimos com sua fala: “o PSB é um dos melhores partidos do Brasil e aqui no Espírito Santo tem mostrado que está sempre vivo e sempre vigilante pelas boas reformas e boa conduta da política do estado. Por isso estou aqui com muito prazer, fui convidado e se não fosse convidado estaria do mesmo jeito, brincou o deputado. Tive uma convivência muito boa com Renato na Assembleia Legislativa e vejo nele uma das maiores lideranças do Espírito Santo”, finalizou.


 


O presidente nacional da FJM, Renato Casagrande, conduziu o fechamento do encontro com uma fala informativa de análise política nacional e estadual e afirma: “o maior problema do Brasil é a desigualdade social. Hoje 06 pessoas detêm 50% da riqueza desse país. Qualquer medida tomada no Congresso, se não for para diminuir a desigualdade social, não poderá ter nosso apoio. Nós queremos a reforma da previdência, tanto que apresentamos uma proposta, só não queremos essa que está aí”.