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(28/03/2017)
Reforma Política: Deputado Freitas defende participação da sociedade no debate


FREITAS- FOTO Tonico-Acervo Ales (1)Na tarde de ontem (27), durante a sessão na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), o Deputado Estadual Freitas colocou em discussão a Reforma Política no país, salientando a importância da participação popular em decisões como o aumento do desembolso do dinheiro público para bancar as campanhas.


O socialista se posicionou contra a proposta de alteração do sistema de eleição de deputados e vereadores e defendeu a instituição do voto distrital misto, uma combinação do voto proporcional e do voto majoritário. Neste caso, o eleitor tem dois votos: um para candidatos no distrito e outro para as legendas (partidos). Os votos em legenda (sistema proporcional) são computados em todo o estado ou município, conforme o quociente eleitoral (total de cadeiras divididas pelo total de votos válidos). Já os votos majoritários são destinados a candidatos do distrito, escolhidos pelos partidos políticos, vencendo o mais votado.


“No momento em que o Congresso intensifica esse debate, a população precisa se envolver para não deixar passar a oportunidade de que aconteça uma reforma que vá ao encontro dos anseios da sociedade. Não é definitivamente o que se está propondo para as eleições de 2018, que pode ser uma virada de página”, disse Freitas.


O deputado defende uma política participativa e democrática por meio do debate com a sociedade. No modelo atual, cada partido apresenta previamente a lista de candidatos com o número correspondente ao círculo eleitoral, esses candidatos são colocados ordenados crescentemente e o número de eleitos será proporcional ao número de votos que o partido obteve. Os candidatos no topo da lista tendem a se eleger com mais facilidade.


 DESCONFIANÇA


“Quando o deputado Sérgio Majeski diz aqui que estavam Vanessa Grazziotin do PCdoB e Ronaldo Caiado do DEM, num programa de televisão, afinados e concordando com a ideia de lista fechada e financiamento púbico, é preciso que o país tenha uma grande desconfiança dessa convergência. Lista fechada não atende os anseios da população, não é democrática, não é clara”, afirmou.


De acordo com Freitas, o país precisa caminhar para o voto distrital misto. “Ele divide o estado em distritos e o Espírito Santo tem direito a 10 deputados federais, ou seja, será dividido em 10 distritos. A representatividade se dará com muita democracia e quem for eleito estará muito mais próximo do seu eleitor. Não deu resultado, automaticamente a gente tem toda tranquilidade para substituir” concluiu.