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(06/09/2018)
Quem é Jacqueline Moraes, vice de Casagrande?


Jacqueline Moraes nasceu no Rio de Janeiro, vindo para Espírito santo aos 12 anos de idade. Casada com Adilson Avelina dos Santos, mãe de 3 filhos, Jacque, como gosta de ser chamada, é microempresária e graduanda de Direito, reside em Cariacica desde que chegou ao estado, cidade onde construiu sua família, carreira profissional e política.


Escolhida para ser a vice de Renato Casagrande nas eleições 2018, o nome de Jacqueline causou surpresa no meio político, pois a expectativa era que a escolha contemplasse algum candidato da coligação formada na ocasião. Conheça um pouco mais sobre Jacqueline Moraes e o significado dessa escolha.


Raízes de quem conhece a comunidade


Desde muito nova começou a trabalhar como vendedora ambulante no Centro de Vitória aos 18 anos candidatou-se a vice-presidente da AMOPLA – Associação de Moradores do bairro Planeta II, a partir daí entrou na luta social pela comunidade, também foi Presidente da Associação de Vendedores Ambulantes do Estado do Espírito Santo e duas vezes presidente da Associação dos Moradores do bairro Operário, em Cariacica.


Dedicada às comunidades, candidatou-se a vereadora em 2012 pela primeira vez e foi eleita com 2.562 votos, primeira colocada do seu partido.


Ela lembra nitidamente o momento em que percebeu seu papel político e decidiu ir além. “Estava numa palestra. Eu ainda era presidente da associação do meu bairro. A pauta era a necessidade de captarmos recursos em Brasília para Cariacica. Meu bairro ainda não era pavimentado e isso era uma luta nossa. Vislumbrar essa conquista me fez enxergar que eu precisava estar na política”.


Mais um degrau


Jacqueline acredita que só quem galga um degrau de cada vez é capaz de encontrar equilíbrio em sua trajetória. “Quando recebi a notícia que tinha sido escolhida para ser a vice de Casagrande, fiquei sem voz”, conta ainda impressionada. A cada passo dado, cada caminhada, cada retorno, cai a ficha dessa escolha, e junto o reconhecimento dessa responsabilidade. “Faço questão de manter minhas raízes. Frequento a mesma igreja, a mesma padaria, a mesma costureira”, afirma.


Ser mulher na política


Não é fácil. É desafiador representar a mulher, negra, que começou de baixo, admite Jacqueline. Mas por outro lado é isso que fortalece e traz ânimo para continuar. “Em um passeio com minha família num domingo desses, fui parada por uma menina, também negra e com cabelos cacheados assim como eu. Ela me abraçou chorando e disse que eu a representava. Isso não tem preço. E é nesses momentos que eu entendo que tenho responsabilidades e preciso continuar”, conclui.


 


Por que Jacqueline?


Se mesmo depois de ler a história dessa mulher que acaba de entrar para a história deste estado, você ainda está se perguntando por que Jacqueline, confira a declaração do próprio Casagrande: “A escolha foi fruto de um debate em torno de um perfil que representasse uma parcela da população que, apesar de ser maioria, quase nunca é contemplada nas chapas majoritárias. Estou muito feliz com essa parceria. E mais feliz em saber que toda população capixaba irá conhecer a história dessa mulher batalhadora, que superou desafios e venceu na vida”.



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