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(08/02/2017)
PSB-ES se mobiliza em prol da segurança pública no Espírito Santo


Diante da crise na segurança pública no Espírito Santo potencializada pelo protesto que impede a Polícia Militar de sair dos Batalhões desde a última sexta-feira (03), os socialistas com mandato do Partido Socialista Brasileiro (PSB) trabalham para amenizar as consequências sentidas pela sociedade. Em 05 dias, o Estado registrou 90 mortes, centenas de roubos, tiroteios e cenas de violência.


Na sessão solene de abertura do ano legislativo realizada nesta segunda-feira (06), o Deputado Estadual Freitas fez o seu discurso sobre os acontecimentos que colocaram o Espírito Santo na mídia nacional e internacional. “Até ontem a gente comemorava os índices de segurança do Estado e, da noite para o dia, a gente percebe que não está tão bom assim. Quando temos uma crise desta, percebemos a falta de diálogo do Governo”, disse Freitas.


Já na manhã de hoje, o Deputado Estadual Bruno Lamas se reuniu no Palácio Anchieta com o Governador em exercício, César Colnago, e representantes do Ministério Público do Espírito Santo, da Polícia Militar, da Procuradoria Geral do Estado e outros parlamentares da Assembleia Legislativa. Na ocasião, decidiu-se pelo deslocamento de 120 homens da Força Nacional e 80 homens do Exército para o município Serra, onde a situação é mais crítica.


“É hora do Governo reconhecer que a Polícia Militar merece mais respeito e dignidade e os militares cederem e sentarem com o Governo do Estado para as negociações. Vivemos uma crise séria na segurança pública e esse cenário não pode continuar”, disse o Deputado Estadual Bruno Lamas.


Para Carlos Rafael, Secretário- Geral do PSB-ES, a crise de insegurança pública é causada pela falta de Governo e de liderança somado a incapacidade de agir no tempo hábil. “O PSB tem como objetivo fazer mandatos e gestões pautados pelo diálogo, o princípio de todas as relações. Essa crise fugiu do controle do Estado pela ausência de diálogo do Estado. Agora temos que trata-la perante a lei, respeitando a posição de todos os contrários e também do que estão a favor”, disse o Secretário-Geral.


Entenda:


Os protestos de familiares de PMs acontecem em toda a Região Metropolitana de Vitória, Guarapari, Linhares e Aracruz, Colatina e Piúma desde sexta-feira (03).


Além do reajuste salarial, os familiares pedem o pagamento de auxílio-alimentação, adicional noturno e por periculosidade e insalubridade. Também são denunciados o sucateamento da frota e falta de perspectiva de carreira.