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(16/10/2017)
Mulheres do PSB-ES vão levar formação política para regiões do interior


Executiva vai fazer planejamento estratégico com foco em encontros regionais para ampliar participação feminina na política


 


Lugar de mulher também é na política. E quando elas se juntam para realizar ações concretas, podem realmente incentivar o empoderamento e promover uma mudança de cultura. É o que pretende a nova executiva do Segmento das Mulheres do PSB-ES, que começa a se organizar para 2018, e se reuniu na última segunda-feira (09) na sede do partido em Vitória para discutir as pautas que serão trabalhadas pela nova gestão.


 


A principal delas foi a organização de um encontro previsto para acontecer no dia 02 de dezembro, em que o grupo irá formatar o planejamento estratégico da nova executiva para os próximos três anos. Durante a reunião, várias sugestões já surgiram para compor o planejamento e uma delas é a elaboração de encontros regionais para levar cursos de formação política para mulheres que residem no interior. À princípio, o grupo mapeou o Estado em cinco regiões para promover os eventos: Norte, Sul, Grande Vitória, região do Caparaó e região Serrana.


 


Segundo Jacqueline Moraes, secretária  estadual do Segmento das Mulheres, os encontros serão realizados em parceria com a Fundação João Mangabeira e terão, ainda, a intenção de incentivar a participação feminina na política capixaba. “Pretendemos também detectar possíveis nomes de mulheres para compor as chapas de candidatura aos cargos de deputadas estaduais e federais para 2018”, destacou. A agenda dos encontros será definida na reunião que ocorrerá no início de dezembro.


 


Jacqueline afirma que, embora seja um segmento que conquista a cada dia mais representatividade, ainda há muitos desafios para se fazer cumprir adequadamente as leis destinadas a ampliar o número de mulheres no poder. Ela cita o novo tipo de fraude eleitoral que agrava ainda mais a já escassa representatividade feminina no poder: as “candidatas-laranja” da última eleição, que para cumprir a cota de 30% de candidaturas do sexo oposto – no caso, femininas – os partidos registraram mulheres que não recebiam votos.


 


“Iniciativas como a da formação política para mulheres são importantes para combater essa prática. O PSB não aceita isso em seu quadro. O partido trabalha para preparar a mulher e incentivá-la a participar da política, não só no período eleitoral para preencher cotas, como costumamos ver nas campanhas, mas durante todo o ano. O partido se empenha nesse diferencial dos cursos de formação, estimulados pela parceria com a Fundação João Mangabeira”, afirmou.


 


Leis eleitorais em prol das mulheres


 


As mudanças feitas no texto da Lei Eleitoral (nº 9.504/97) que beneficiam a candidatura das mulheres estão em vigor desde as eleições de 2010. Entre as conquistas, estão: 5% do Fundo Partidário deve ser aplicado na formação política das mulheres e se o partido não cumprir, a sanção é de 2,5% a mais no repasse seguinte do Fundo Partidário; 10% do tempo de propaganda partidária deve ser utilizado pelas mulheres dos partidos; e é obrigatório o preenchimento de 30% de vagas do partido destinadas ao sexo oposto, número alcançado pelas mulheres nas últimas eleições de 2016.