Notícias

(09/07/2019)
Membros da executiva do PSB-ES da reunião do Diretório Nacional do PSB em Brasília, DF.


Screen Shot 2019-07-09 at 7.07.34 PM


O diretório nacional do PSB aprovou, quase que por unanimidade o fechamento de questão contra a reforma da Previdência, vinculando os 32 deputados do partido à decisão, sujeito a expulsão do parlamentar que não votar conforme orientação.


O partido defende ajustes progressivos na Previdência, que conjuguem “responsabilidade fiscal com social”, mas pondera que a proposta do governo “imporá medidas cruéis aos trabalhadores mais sofridos e às classes médias de nosso país”. Diz Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB.

Ainda segundo texto da resolução, os governadores ficam liberados para articularem. O governador Renato Casagrande, disse que continuará articulando para incluir Estados e municípios quando a matéria chegar ao Senado. Há uma avaliação interna de que as reformas estaduais atingem um setor restrito da sociedade: apenas os servidores estaduais, e não os atingidos pelo regime geral da Previdência.

Para o presidente do PSB-ES, Carlos Rafael, “O PSB mais uma vez prova que é um partido que defende os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil e que segue , inclusive em suas questões internas, os princípios democráticos.”


Screen Shot 2019-07-09 at 7.07.49 PM


Confira o texto sobre o fechamento de questão:


“Considerando que uma Previdência Social sustentável e justa precisa, ao mesmo tempo, buscar equilibrar suas contas e garantir acesso a benefícios capazes de garantir uma vida digna aos segurados;

Considerando que, por esta razão, o PSB sempre defendeu ajustes progressivos na Previdência Social brasileira que procurassem conjugar responsabilidade fiscal com responsabilidade social;

Considerando que constitui princípio programático do PSB lutar pelos interesses de todos os que vivem do próprio trabalho, inclusive o direito de aposentar-se com dignidade e de proteger sua família em razão deste trabalho;

Considerando que, nos termos do Substitutivo à PEC 06/2019, aprovado na Comissão Especial no dia 05/07, a atual proposta de Reforma da Previdência imporá medidas cruéis aos trabalhadores mais sofridos e às classes médias de nosso país;

Considerando que, nos termos atuais, a proposta diminuirá o poder de compra desta parcela da população e provocará impactos negativos sobre o consumo, além de ter caráter eminentemente recessivo e, portanto, inadequado para se cumprir a promessa de geração de empregos – o que, por sua vez, também compromete a sustentabilidade da Previdência;

Considerando que, por estas razões, se aprovada, a PEC 06/2019 agravará o principal problema brasileiro, que é a acintosa desigualdade que se verifica entre os brasileiros.


Screen Shot 2019-07-09 at 7.07.40 PM