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(25/04/2017)
Executiva Nacional do PSB decide votar contra as reformas do Governo Temer


IMG_4421A Executiva Nacional do PSB decidiu se posicionar contra as reformas trabalhista e previdenciária em tramitação na Câmara dos Deputados. O encontro de socialistas foi realizado na noite de ontem (24), em Brasília.


O PSB também adotou posição contrária ao sistema de lista fechada e apoiou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 36/2016, que dá fim às coligações partidárias nas eleições proporcionais (vereadores e deputados) e estabelece cláusula de barreira para partidos políticos.


Ao final do encontro, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, afirmou que a decisão da Executiva Nacional é coerente com a história de lutas do partido em defesa dos direitos sociais no país.  “O PSB é um partido que tem 70 anos e não se vê obrigado a votar matérias contraditórias com sua história. A nossa posição é clara e respeita essa longa trajetória”, disse Carlos Siqueira.


De acordo com Siqueira, o PSB reconhece a necessidade de reformas, mas diferente das propostas pelo governo. “O custo de uma reforma deve ser dividido por toda a sociedade, preservando os direitos daqueles que mais precisam, da maioria dos trabalhadores e dos mais pobres”, defende.


O partido apresentará uma proposta alternativa ao texto de reforma da previdência encaminhado pelo governo, que será defendida pelos socialistas no Congresso. “Entendemos que o sistema de Seguridade é a política social mais importante do período democrático e deve ser preservado”, afirmou Carlos Siqueira.


Renato Casagrande e Paulo Foletto apoiam a decisão


Renato Casagrande, presidente nacional da Fundação João Mangabeira (FJM), apoiou a decisão da Executiva Nacional. “É urgente adotar medidas que cortem privilégios e que estabeleçam tratamento privilegiado a setores da sociedade já contemplados com bom nível de renda. Mas o que se observa é a faca cortando fundo nos benefícios dos mais pobres e protegendo, por exemplo, o setor produtivo, mantendo intactas as isenções da contribuição previdenciária”, afirmou Renato Casagrande.


O Deputado Federal e Presidente Estadual do PSB-ES, Paulo Foletto, também apoiou a decisão da Executiva Nacional. Para o socialista, qualquer modernização não pode prejudicar o assalariado. “Sou defensor de avanços nas relações de trabalho e na gestão previdenciária e já tinha me manifestado contrário a qualquer texto que suprimisse direitos dos trabalhadores”, disse Foletto.


Distribuição de votos


Sobre a reforma trabalhista, o colegiado ratificou por 20 votos a cinco uma resolução aprovada no XIII Congresso Nacional do partido, em 2014, contrária a “qualquer reforma trabalhista que promova a diminuição dos direitos conquistados, a precarização e que estabeleça supremacia do negociado sobre o legislado”.


Em seguida, por 20 votos a sete a Executiva aprovou o fechamento de questão contra a proposta do atual governo que altera as leis do trabalho.


Na votação sobre a reforma da previdência, o colegiado se posicionou por 21 votos a dois (com uma abstenção) contrário à proposta em discussão na Câmara. Na sequência, por 20 votos a cinco decidiu-se por fechar questão em relação à proposta de emenda constitucional.