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(02/06/2016)
Entrevista: Paulo Foletto fala sobre a sua liderança na bancada do PSB na Câmara dos Deputados


“Nós devemos manter essa retidão e cuidado que o partido tem tido com os seus políticos para que a gente possa melhorar o quadro político nacional”, disse Foletto.


25673982173_3317a16286_zNo dia 18 de maio, o presidente estadual do PSB-ES e Deputado Federal Paulo Foletto foi eleito líder do PSB na Câmara dos Deputados, representando 33 Deputados Federais do partido e sendo fundamental para o diálogo entre os parlamentares e o Governo em exercício.


Confira a entrevista com Paulo Foletto sobre sua nova função, perspectivas e desafios como líder da bancada do PSB.


Deputado, como foi ser eleito líder da Câmara dos Deputados pelo PSB?


Quero registar com ênfase que é uma posição de orgulho. Um orgulho pessoal, mas sem vaidade. Estou representando um partido que sou filiado há tantos anos e no meu segundo mandato de Deputado Federal chegar a liderança junto a Câmara. Estou muito feliz com essa nova responsabilidade.


E o que muda a partir de agora?


Agora aumenta a responsabilidade. Vou representar 33 deputados federais socialistas. Temos que lidar com as mudanças do cenário nacional, em que 90% da bancada federal votou pelo afastamento da Dilma, sabendo que Michel Temer era o sucessor legal. Então, a bancada acredita em uma melhora com Temer.


Quais são os desafios a partir de agora?


Como o Brasil precisa de reformas há décadas, e ninguém teve coragem de fazer… Há 20 anos se fala em reforma da Previdência, há 20 anos de fala em Reforma Fiscal, há 20 anos se fala em arrecadar mais dinheiro das grandes fortunas, há 50 anos a gente convive com corrupção… então o Brasil precisa passar por algumas modificações algumas delas muito doídas. É claro que a melhoria da gestão, a qualificação, a absoluta falta de convivência com a corrupção são aspectos difíceis de trabalhar, mas outras são mais maleáveis.


Primeira coisa é convencer a Bancada a participar junto ao Governo sem abandonar as suas bandeiras históricas de valorização de cooperativismo, do associativismo, de lutar pelo que mais necessita. E a outra coisa é manter a Bancada unida, continuando o trabalho que o Fernando Bezerra fez.


Outro trabalho que precisa ser feito é aproximar a cúpula partidária ao Governo, a Presidência, a Secretaria-Geral, para que a gente possa contribuir positivamente. Nós temos o Ministério de Minas e Energia e esse diálogo é fundamental.


Como você avalia ser líder da bancada do PSB nesse momento em que os brasileiros vivem uma crise de referência política?


O Brasil está precisando de novas lideranças. Um presidente afastado, um ex-presidente exposto negativamente na mídia em casos de corrupção, o presidente da Câmara afastado… Mas o PSB passou ileso na operação Lava-Jato.


Nós devemos manter essa retidão e cuidado que o partido tem tido com os seus políticos para que a gente possa melhorar o quadro político nacional, atrair de novo a juventude, ter a participação de mais mulheres, as minorias serem priorizadas e manter modelos históricos do nosso partido.