Notícias

(16/02/2017)
Deputado Freitas defende produtores de café capixabas na ALES


O parlamentar é contra a importação do café e trabalha em prol da valorização da produção estadual e nacional


FREITAS CONTRA IMPORTAÇÃO DE CAFÉ - foto TonicoNa sessão da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) de terça-feira (14), o deputado estadual Freitas criticou a possibilidade de liberação das importações de café do Peru, Vietnã e da Etiópia pelo Ministério da Agricultura e reafirmou sua postura em defesa dos produtores capixabas e do produto nacional.


O tema veio à tona depois que o ministro da agricultura Blairo Maggi voltou a falar sobre a intenção da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SDA/MAPA) de autorizar nos próximos dias a importação de café conilon (robusta) e arábica, atendendo a uma demanda da indústria, que pede cerca de 400 mil sacas de grão verde importado.


Em sua fala, o socialista Freitas reiterou que o Espírito Santo é o maior produtor proporcional de café do país e sua produção é responsável por 35% do Produto Interno Bruto (PIB) e 400 mil empregos diretos e indiretos. Além disso, o deputado salientou que o Brasil tem estoque suficiente para abastecer o setor interno e que a provável entrada de café estrangeiro no país seria fruto de uma “queda de braço” que a indústria está travando com os produtores nacionais.


“Desde 2007, há um lobby muito forte liderado por uma grande indústria de café torrado, moído e solúvel para importar o produto do Vietnã e nós com os estoques cheios no Brasil. Temos aproximadamente 4,5 milhões de sacas estocadas em nosso país. Então, não há de se falar em importação de café”, enfatizou, preocupado com o fato de que a autorização, ainda em análise, representará queda no valor do produto nacional.


Para o parlamentar, importar café vai prejudicar a cafeicultura brasileira e afetar principalmente os produtores capixabas, em decorrência da pior seca dos últimos oitenta anos que atingiu o ES e que, nos últimos três anos, agravou os impactos sobre a produção e provocou queda significativa na renda. Além disso, Freitas afirmou que o setor já sofre com as dificuldades da lei trabalhistas do Brasil e que é mais caro produzir aqui do que em outros países, como o Vietnã.


Riscos à lavoura


 


O socialista teme que o livre comércio do produto importado, mesmo que temporário, represente risco fitossanitário, pois os grãos verdes podem trazer alguma praga desconhecida e contaminar as lavouras. No Espírito Santo, O setor produtivo prometeu reagir indo a Brasília numa grande mobilização em defesa da produção nacional.


“Isso tem preocupado e tirado o sono dos produtores do Espírito Santo que já enfrentam 3 anos de crise hídrica, com dificuldade de produzir, pedindo ao governo federal a renegociação das dívidas de produção, de custeio e eles continuam sem resposta”, concluiu o Deputado Estadual Freitas.