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(19/05/2016)
Conjuntura política estadual e eleições 2016: confira a entrevista com o Secretário Geral do PSB


Conjuntura política estadual e eleições 2016: confira a entrevista com o Secretário Geral do PSB


Carlos Roberto Rafael falou sobre as obras que não tiveram continuidade, como a crise se refletiu no país e eleições 2016


Rafael FotoEleito Governador do Estado em 2010 com mais de 80% dos votos, Renato Casagrande (PSB) enfrentou diversos desafios no Espírito Santo, trazendo conquistas e desenvolvimento para os capixabas.


Na segurança, por exemplo, fez do Espírito Santo referência nacional com o Programa Estado Presente; atuou na interiorização do ensino e na construção de obras no interior do Estado; fomentou a área de Ciência e Tecnologia, além de colocar em debate o pedágio da Rodosol e investir em mobilidade urbana na Grande Vitória.


Apesar das conquistas e do progresso do Estado em 04 anos, nas eleições de 2014 o socialista deixou o Governo. Hoje, passado dois anos das eleições em que a oposição foi vitoriosa, Carlos Roberto Rafael, Secretário Geral do PSB-ES, fez uma avaliação da atual conjuntura do Estado, fazendo uma reflexão também sobre a crise vivida no país e das contribuições do PSB nas eleições 2016. Confira a entrevista.


PSB-ES: Rafael, como você avalia o desenvolvimento do Espírito pós Governo do socialista Renato Casagrande?


Rafael: Avalio como um retrocesso a nível estadual. O que vemos até agora é um Governo que diz que o Governo anterior, o de Casagrande, deixou o Estado zoneado, com recursos contratos a nível federal para a realização de obras de infraestrutura e as coisas não tiveram prosseguimento.


Foi dito ao público que o Estado estava com problema de caixa e isso não é verdade. Casagrande deixou dinheiro em caixa e crédito contratado para obras de infraestrutura. Os projetos, por exemplo, nesse tempo tiveram os seus nomes mudados e parte dos recursos foram utilizados de forma fracionada, descaracterizando o que era uma continuidade do que foi idealizado e projetado no Governo do PSB.


PSB-ES: Quais desses projetos que tiveram os nomes alterados ou não tiveram continuidade podemos destacar?


Podemos citar a implantação do BRT (vias exclusivas para ônibus na Grande Vitória) e a construção da 4° Ponte.


No caso da implantação do BRT, já havia recursos do BNDES contratados com o Governo Federal. Ao cancelarem o projeto, disseram que não tinham recurso, mas, agora, estão fazendo por etapa, criando um mergulhão em Carapina, na Serra, e uma pequena duplicação prevista na reta do aeroporto de Vitória. O objetivo dessa morosidade é descaracterizar a continuidade do projeto do BRT como um todo, já contratado no Governo anterior.


No caso da 4° Ponte, o projeto já estava pronto, assim como a viabilidade de parte de seus recursos, que foram simplesmente abandonados pelo atual Governo. Cabe salientar, que a nossa capital é uma cidade polarizadora da região metropolitana e recebe todo o fluxo de toda Grande Vitória, com um impacto diário de mais de 1,5 milhão de pessoas.


PSB-ES: E como a crise política vivida em nosso país está se refletindo no Estado?


Em primeiro momento, a crise serviu como álibi do atual Governo do Estado para vender a falsa ideia de que o nosso estado estava quebrado. É inegável que o Espírito Santo teve perdas de arrecadação e que vai perder ainda mais por causa de alguns empreendimentos, mas fomos um dos únicos estados premiados em questão de transparência e aplicação de recurso público.


A questão nacional acaba contaminando a população, independentemente de quem está Governo. Porém, esse ambiente que o Brasil vive para uns é desculpa, para outros, é realmente agravante e ainda tem aqueles que veem como uma soma de tudo.


PSB-ES: Na sua opinião, quais mudanças são necessárias?


O nosso país anseia por uma reforma federativa, fazendo com que os recursos da arrecadação fiquem em seu local de origem, ou seja, nos estados e município e não na união. É uma reforma urgente que a união deve passar.


A falta da reforma política nos traz fatos pitorescos como estes que estamos vivendo e nos fazem achar que estamos assistindo um filme de comédia de tantas excepcionalidades. Tudo isso que traz prejuízos fortíssimos nos estados e municípios com a perda de empreendimentos.


Em contrapartida, nós temos uma boa experiência. Ao mesmo tempo que vemos esse filme, nós também visualizamos uma democracia consolidada, na qual temos avanços notáveis.


Ninguém acreditava que o impeachment era possível e hoje é quase uma realidade. Questionavam o porquê tínhamos um presidente da Câmara não legítimo a frente desse processo, e ele foi afastado do seu cargo para responder a denúncias contra seu nome.


Dessa maneira, percebemos que as instituições estão funcionando. Temos uma democracia forte, conquistando seus avanços e comprometida com o combate a corrupção e o interesse da população.


PSB-ES: Como o PSB pode contribuir para o estado nas eleições 2016?


No ES, o PSB vai contribuir fazendo um debate nas eleições municipais, apresentando candidaturas próprias onde for possível, aliando- se a outras onde for necessário e melhor para a cidade. O PSB vai emprestar a sua experiência e seu apoio, apresentando os seus resultados de Governo do Estado e de municípios administradas pelo PSB.


O PSB pode contribuir levando as suas experiências administrativas locais e nacionais e sua liderança maior, o Renato Casagrande, que é um líder que tem histórico de resultado e um legado de administração para discutir com a sua sociedade. Outras lideranças também têm resultados que nos ajudarão, como o deputado federal Paulo Foletto e os deputados estaduais Freitas e Bruno Lamas.


PSB-ES: E qual o papel dos vereadores nesse processo?


Os vereadores, por causa da proximidade que eles têm com as comunidades que representam, acabam mais massacrados e com menor credibilidade. No entanto, ele é o primeiro que é chamado na hora que a sociedade não vê os seus direitos assegurados na constituição chegando a ela.


Nosso partido valoriza muito o papel do vereador, porque é ele que tem o contato direto com a sociedade. Ele que pode ser o elo de ligação com as políticas públicas do partido com a sociedade. Estamos trabalhando para capacitá-los, fazendo com que todos promovam debates que atendam os anseios da sociedade e, elegendo-se, exerçam um mandato com compromisso e dedicação popular.