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(14/02/2018)
O Jovem no mercado de trabalho


Washington Campos, Direção Estadual da JSB ES


No Brasil, os jovens encontram muitas dificuldades de conseguir o primeiro emprego. Essas dificuldades, geralmente, estão relacionadas com a falta de experiência dos mesmos, pois muitos jovens, não vêm para as empresas com uma experiência prévia, gerando medo e desconfiança dos empregadores. Os empregadores, procuram pessoas com experiência, mas como os jovens irão disputar uma vaga de emprego, se nunca dão uma chance pra eles mostrarem sua capacidade, desta maneira, nunca deixando se ser inexperiente.


Desde a década de 80, o número de adolescentes em busca de um salário aumentou. A razão desse aumento se deve, por culpa das constantes crises econômicas que obrigam os mais novos a contribuírem com o sustento da família. Por não possuírem experiências anteriores, adolescentes de 16 aos 24 anos tem dificuldade para ingressar no mercado de trabalho. Os que conseguem um emprego ganham salários inferiores, ou arrumam empregos informais, sem carteira assinada.


Para resolver esse problema, em 2000 foi aprovada a lei 10 097, mais conhecida como Menor Aprendiz. Esta, obriga que as empresas de grande e médio porte, que cerca de 5 à 15% de seus funcionários, sejam aprendiz. Em 2005, foi criado pela Eletrobrás em parceria com o Senai, o programa Jovem Aprendiz. Este junto com a lei 10 097, facilitou a entrada do jovem no mercado de trabalho, pois fornecem a experiência que o jovem necessita para adentrar em um emprego.


Para a juventude a reforma trabalhista não vem só para precarizar ainda mais o trabalho, vem para destruir nosso futuro, um quarto dos jovens entre 18 e 24 anos estão sem emprego dentre esses, alguns que acabaram de sair da universidade com o sonho de uma vida melhor.

Menores salários e mais horas de trabalho. Flexibilização de horas que nos deixarão disponíveis as empresas sem receber. Se já era difícil conciliar trabalho e estudos num cenário CLT, imagine com a reforma e com o cenário de “negociação” com o patrão.

Portanto para resolver esse problema, os empregadores devem abrir mais vagas em suas empresas para os jovens que buscam o primeiro emprego, pois estes muitas vezes não têm experiência, mas na maioria das vezes essas pessoas inexperiente, acabaram de terminar uma faculdade ou algum curso técnico, tornando-as qualificadas para ingressarem no emprego.


Cabe também ao Governo Federal, através do Ministério do Trabalho, ampliar o Programa Jovem Aprendiz, e também através do Ministério da Educação, deve investir Escolas Técnicas, estas no 3º ano do ensino médio, devem fornecer estágios, fazendo com estes estudantes adquirirem experiência, facilitando assim o acesso ao mercado de trabalho.