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(29/03/2018)
Da Série: VOLTA CASAGRANDE 2018


FIM DE PAPO: É PARA GOVERNADOR!!!


Cleber Guerra, filiado do PSB Vitória


Ao anunciar sua pré-candidatura a governador, no dia 27 de março, Renato Casagrande acabou com as especulações e a boataria orquestrada sobre sua participação no pleito de 2018.


Na coletiva à imprensa, relembrou que, após deixar o governo, dedicou-se ativa e intensamente às atividades partidárias no cenário nacional, enquanto secretário-geral do PSB e presidente nacional da Fundação João Mangabeira. Somente a partir de abril de 2017 voltou a circular por todo o estado do Espírito Santo, ouvindo e conversando com lideranças e com a população, quando foi submetido a um verdadeiro “choque de realidade” e viu confirmada a chamada “síndrome do 3º mandato”. Apesar da aparente distância, no entanto, sempre foi contundente na defesa do legado do seu governo frente às inverdades propaladas contra ele.


Nessas andanças pelo Estado, colheu subsídios para a montagem do esboço do seu possível novo mandato, destacando seis pilares: gestão democrática, transparente e compartilhada; responsabilidade fiscal; compromisso com prioridade à área social; desenvolvimento regional equilibrado; sustentabilidade socioeconômica e ambiental, além do compromisso de intransigência perante a corrupção.


Chegou a mencionar que seria bem mais cômodo candidatar-se ao Senado, como muitos sugeriam, sobretudo seus adversários, mas optou por cumprir a missão de retomar para concluir várias ações de seu governo que foram paralisadas ou descaracterizadas, de forma atentatória ao interesse público.


Não escondeu sua preocupação frente à possibilidade de um 4º mandato do atual mandatário, sobretudo pelo risco da manutenção da atual estagnação econômica e social, além da continuidade do modelo que resiste ao diálogo, às críticas e sugestões.


Como medida preventiva, anunciou o alinhamento das forças progressistas em torno de um projeto alternativo, representado na possível fusão das pré-candidaturas ao governo já colocadas – tanto do prefeito Max Filho, quanto da senadora Rose Freitas – com vistas à libertação do Estado das atuais práticas da velha política. Exemplificou que o autoritarismo, a arrogância e a prepotência do atual mandatário podem ter contribuído com a morte de mais de 200 pessoas em fevereiro de 2017, durante a greve na Polícia Militar do ES.


Da mesma forma, criticou o atual governador pelo fato de ter sacrificado o povo capixaba durante os três primeiros anos do mandato, com cortes nos serviços essenciais, paralisação de obras estruturantes, fechamento de escolas e congelamento de salários do funcionalismo, para começar a reverter este quadro, como já vemos no noticiário, no último ano de seu mandato – não à toa, ano eleitoral.


Demonstrando muito amadurecimento político e predisposição de promover as necessárias correções de rumos em alguns pontos da gestão 2010/2014, Renato Casagrande prometeu continuar fiel à sua história de agente político afeito ao diálogo, em especial, na montagem das alianças partidárias e formação das chapas de candidatos ao Senado, à Câmara Federal e à Assembléia Legislativa, sempre com ética e colocando o interesse público acima de qualquer outra coisa.